segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
iTunes escolhe os melhores de 2009
A equipa de Editorial do iTunes escolheu os doze melhores filmes dos downloads de filmes do iTunes deste ano (2009). Em 1º lugar estava UP, da Disney-Pixar. A história de Carl Fredricksen, um velho rabugento cujos sonhos de aventura de uma vida inteira são rejuvenecidos quando ele conhece Russel, um jovem explorador da natureza. Outros filmes notáveis incluem a releitura do universo Star Trek por JJ Abrams, inúmeras comédias e dois notáveis documentários. Tyson e Anvil! A história de Anvil.
1.Up
2.Star Trek
3.The Hangover
4.Adventureland
5.Tyson
6.Inglorious Bastard (Bastardos Inglórios)
7. 500 Days of Summer
8.Sunshine Cleaning
9.Drag Me To Hell: Unrated Director’sCut
10.Sin Nombre
11.Anvil! The Story of Anvil
12.Coraline
A loja do iTunes também anunciou os livros mais vendidos de 2009 incluindo Crepúsculo, Pineapple Express, Quantum of Solace, The Proposal (A Proposta), e Star Trek.
Top De Vendas – Ficção
1. A Cabana: Edição Especial por William P. Young
2. Crepúsculo (Livro 1) por Stephenie Meyer
3. Lua Nova (Livro 2) por Stephenie Meyer
4. Amanhecer (livro 4) por Stephenie Meyer
5. Eclipse (Livro 3) por Stephenie Meyer
Fonte: Foforks
Adaptação: Volturi Guard
domingo, 29 de novembro de 2009
Robert Pattinson não gostou do vampiro de Crepúsculo ao ler o livro
Se a paixão pela saga vampiresca Crepúsculo da esmagadora maioria de adolescentes pelo mundo começou com as obras literárias de Stephenie Meyer, o mesmo não aconteceu com um dos astros da série no cinema, Robert Pattinson.
O ator, que interpreta o vampiro Edward Cullen, confessou à revista In Touch que ao ler o primeiro livro, Crepúsculo, não gostou da descrição de seu personagem, que hoje leva as fãs adolescentes à loucura.
“Eu li o primeiro livro e achei bom. Mas, a descrição de meu personagem, desde o começo, é completamente ridícula”, disse, contando ter sido difícil levar Edward a sério nos ensaios para o filme.
Hoje, Robert Pattinson já se mostra convencido do sucesso dos personagens e dos filmes - Lua Nova bateu todos os recordes nos cinemas e já é a melhor estreia do ano. Tanto que, recentemente, adiantou os fãs irão adorar Eclipse, o terceiro longa que deve ser lançado em junho de 2010.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Crepúsculo-Primeira Vista[1º capítulo]

Minha mãe me levou ao aeroporto com as janelas abaixadas. Estava fazendo 24°C em Phoenix, o céu estava um azul perfeito e sem nuvens. Estava vestindo minha camiseta preferida: sem mangas, de renda furadinha. Usava-a como um gesto de despedida. Minha bagagem de mão era um parka.
Na Península Olímpica, no noroeste do estado de Washington, nos Estados Unidos, existe uma cidadezinha chamada Forks que está quase que constantemente coberta por nuvens. Nessa cidade desimportante chove mais do que em qualquer outro lugar do país. Foi dessa cidade e da sua sombra depressiva e onipresente que minha mãe fugiu comigo quando eu tinha só alguns meses de vida. Era nessa cidade que eu era obrigada a passar todos os verões até completar 14 anos. Aquele foi o ano em que bati o pé. Então, nos últimos três verões, meu pai, Charlie, passou duas semanas de férias comigo na Califórnia.
Agora era em Forks que ia me exilar, algo que fiz com muito custo. Eu detestava Forks.
Eu amava Phoenix. Amava o sol e o calor escaldante. Amava a cidade vigorosa e grande.
— Bella — minha mãe me disse - pela milésima vez - antes de eu entrar no avião. — Você não precisa fazer isso.
Minha mãe parece-se comigo, exceto pelo cabelo curto e pelo rosto risonho. Senti um espasmo ao encarar os olhos infantis e bem abertos dela. Como poderia deixar minha amorosa, errática e ingênua mãe para se cuidar sozinha? Claro, ela tinha o Phil agora, então as contas provavelmente seriam pagas, haveria comida na geladeira, gasolina no carro, e alguém pra ligar quando ela se perdesse, mas ainda assim...
— Eu quero ir — eu menti. Sempre fui uma péssima mentirosa, mas já estava contando essa mentira tão freqüentemente por esses dias que agora já soava quase convincente.
— Diz 'oi' para o Charlie por mim.
— Pode deixar.
— Verei você logo — ela insistiu. — Pode voltar pra casa quando quiser. Virei assim que você precisar.
Mas pude perceber o sacrifício em seus olhos, por trás da promessa.
— Não se preocupe comigo — eu pedi — Vai ser ótimo. Amo você, mãe.
Ela me abraçou apertado por um tempo, então entrei no avião e ela se foi.
De Phoenix para Seatle o vôo dura quatro horas, mais uma hora num pequeno avião até Port Angeles, e então uma hora de carro até Forks. O vôo não me incomodava, já passar uma hora num carro com Charlie estava me preocupando.
Charlie estava sendo até legal sobre essa história toda. Ele parecia genuinamente feliz que eu iria morar com ele quase que permanentemente pela primeira vez. Ele já tinha me matriculado na escola e ia me ajudar a arranjar um carro.
Mas com certeza ia ser estranho morar com Charlie. Nenhum de nós era o que se poderia chamar de falantes, e nem sei o que haveria para ser dito. Sabia que ele estava mais do que confuso com a minha decisão - como minha mãe já havia feito antes de mim, eu nunca tinha escondido que não gostava de Forks.
Quando o avião pousou em Port Angeles, estava chovendo. Não achei que fosse um mau presságio, só era inevitável. Já tinha me despedido do sol.
Charlie estava me esperando no carro-patrulha. Já era de se esperar. Charlie é o Chefe de Polícia para os bons cidadãos de Forks. Meu motivo maior para comprar um carro, apesar da escassez dos meus rendimentos, era que eu me negava ser levada pela cidade num carro com luzes vermelhas e azuis em cima. Nada melhor pra fazer o trânsito andar devagar do que um policial.
Charlie me deu um abraço meio estranho, de um braço só, quando sai tropeçando do avião.
— Bom te ver, Bells. — ele disse sorrindo, enquanto automaticamente me segurava para eu não cair. — Você não mudou muito. Como vai Renée?
— Mamãe vai bem. É bom te ver também, pai. — ele não me deixava chamá-lo de Charlie.
Só tinha trazido algumas malas. A maior parte das roupas que usava no Arizona eram muito permeáveis para usar em Washington. Minha mãe e eu tínhamos nos juntado para suplementar meu guarda-roupa com roupas de inverno, mas ainda tinha pouca coisa. Coube tudo na mala do carro-patrulha, facilmente.
— Achei um bom carro para você, bem barato. — ele anunciou quando já estávamos no carro.
— Que tipo de carro? — achei suspeito a maneira como ele disse "carro bom para você", ao invés de só "carro bom".
— Bem, na verdade é uma caminhonete, um Chevrolet.
— Onde o achou?
— Lembra-se de Billy Black, de La Push? — La Push é a pequena reserva indígena na costa.
— Não.
— Ele costumava ir pescar conosco no verão. — Charlie ofereceu ajuda.
Isso explicaria porque eu não lembrava dele. Me dou bem em bloquear da minha memória coisas dolorosas e desnecessárias.
— Ele está numa cadeira de rodas agora — Charlie continuou quando não respondi — então não pode dirigir mais, por isso se ofereceu para vender a caminhonete bem barato.
— De que ano é? — pude ver pela mudança de expressão que essa era uma pergunta que ele esperava que eu não fosse fazer.
— Bem, Billy trabalhou bastante no motor - só tem alguns anos.
Esperava que ele não fosse achar que eu desistiria assim tão fácil. — Quando ele comprou a caminhonete?
— Acho que foi em 1984.
— Era nova quando ele comprou?
— Na verdade, não. Acho que era nova no começo dos anos 60 - ou no fim dos 50, no máximo. — ele admitiu, envergonhado.
— Ch... pai, não sei muito sobre carros. Não saberia consertar nada se estragasse, e não poderia pagar um mecânico...
— Realmente, Bella, a coisa anda direito. Não fazem mais carros como aquele.
A coisa, pensei comigo mesma... era uma possibilidade - como apelido, no mínimo.
— Barato é quanto? — afinal, essa era a parte onde eu não podia abrir mão.
— Bem, querida, eu meio que já comprei ele pra você. Um presente de boas-vindas. — Charlie espiou para o meu lado, com uma expressão esperançosa no rosto.
Uau. De graça.
— Não precisava fazer isso, pai. Eu ia comprar o carro eu mesma.
— Eu não me importo. Quero que você seja feliz aqui. — Ele olhava em frente na estrada quando falou isso. Charlie não ficava confortável ao expressar suas emoções em voz alta. Eu herdei isso dele. Então olhava bem pra frente quando respondi.
— Isso foi muito legal, pai, obrigada. Fico muito agradecida. — não precisava adicionar que eu ser feliz em Forks era uma impossibilidade. Ele não precisava sofrer comigo. E eu nunca recusaria uma caminhonete de graça.
— Bem, então, de nada. — ele murmurou, envergonhado com o meu agradecimento.
Trocamos mais alguns comentários sobre o tempo, que estava molhado, e era isso em termos de conversa. Ficamos olhando pela janela em silêncio.
Era lindo, claro, não podia negar isso. Tudo era verde: as árvores, os troncos cobertos de musgo, os galhos pendurados formando uma cobertura, o chão coberto com plantas. Até mesmo o ar ficava meio verde ao passar pelas folhas.
Era muito verde - um planeta alienígena.
Finalmente chegamos na casa do Charlie. Ele ainda vivia na casa pequena, de dois quartos, que ele comprara com minha mãe logo que se casaram. Esse foi o único período do casamento deles. Ali, estacionada na rua em frente à casa que nunca mudara, estava minha nova - bem, nova para mim - caminhonete. Era uma cor vermelha desbotada, com uma grande cabina e enormes calotas. Para minha grande surpresa, eu amei. Não sabia se ela ia andar, mas conseguia me imaginar dentro dela. Ainda por cima, era uma daquelas coisas sólidas de ferro, que nunca se amassam - do tipo que se vê num acidente nem arranhada, circundada pelos pedaços do carro que ela tinha destruído.
— Uau, pai, adorei! Obrigada! — agora meu dia horrível que seria amanhã iria ser um pouco menos horroroso. Eu não precisaria escolher entre andar na chuva por mais de três quilômetros ou aceitar uma carona no carro-patrulha para chegar no colégio.
— Fico feliz que você tenha gostado. — Charlie disse, envergonhado de novo.
Só precisou uma viagem para levar todas as minhas coisas para o andar de cima. Fiquei com o quarto que tinha janela para o pátio da frente. O quarto me era familiar. Era meu desde que tinha nascido. O chão de madeira, as paredes azul claro, o teto curvado, as cortinas de renda já amareladas - tudo isso fez parte da minha infância. As únicas mudanças que Charlie tinha feito fora por eu ter crescido: mudou o berço por uma cama e colocou um escrivaninha. A escrivaninha agora tinha um computador de segunda-mão, com o fio do telefone para a internet grampeada pelo chão até chegar na tomada de telefone mais próxima. Isso tinha sido estipulado por minha mãe, para que pudéssemos manter contato fácil. A cadeira de balanço dos meus tempos de bebê ainda estava num canto.
Havia somente um pequeno banheiro no andar de cima, o qual teria que dividir com Charlie. Tentava não pensar muito nisso.
Uma das coisas boas sobre Charlie é que ele não fica me cuidando. Ele me deixou sozinha para desfazer minhas malas e me ajeitar, uma coisa que seria completamente impossível para minha mãe. Era bom poder estar sozinha e não ter que ficar sorrindo e parecer feliz. E era um alívio poder olhar com desânimo para a chuva na janela e deixar escaparem algumas lágrimas. Não estava afim de começar uma choradeira. Guardaria isso para a hora de dormir, quando fosse pensar na manhã que estava por vir.
A Escola de Forks tinha o aterrorizante total de apenas trezentos e cinquenta e sete - agora cinquenta e oito - alunos. Só no meu ano, lá em Phoenix, havia mais de setecentos alunos. Todo mundo aqui tinham crescido juntos - seus avós tinham sido bebês juntos.
Eu seria a garota nova da cidade grande. Uma curiosidade, uma aberração.
Talvez se eu parecesse com uma garota de Phoenix isso poderia ser uma vantagem. Mas fisicamente eu nunca me encaixaria em lugar algum. Eu deveria ser bronzeada, esportiva, loira - jogadora de vôlei, ou líder de torcida, talvez - essas coisas associadas ao vale do sol.
No lugar disso, eu tinha pele branca apesar do sol constante, sem nem ter a desculpa de ter olhos azuis ou cabelos ruivos. Sempre fora meio magra, mas nem tanto, obviamente não era atleta. Não tinha a coordenação motora necessária para praticar esportes sem me humilhar - e machucar a mim mesma ou qualquer um parado muito perto de mim.
Quando terminei de colocar minhas roupas no velho guarda-roupa de pinho, peguei minha bolsa de produtos de beleza e fui ao banheiro comunal para me lavar depois do dia de viagem. Olhei para meu rosto no espelho enquanto penteava meu cabelo embaraçado e úmido. Talvez fosse a luz, mas eu já parecia mais pálida, pouco saudável. Minha pele poderia ser bela - era bem clara, parecia transparente - mas tudo dependia da cor, e eu não tinha isso.
Encarando meu reflexo pálido no espelho fui obrigada a admitir que estava mentindo para mim mesma. Não era só fisicamente que eu nunca me encaixaria. E seu eu não conseguia achar um lugar para mim numa escola com três mil pessoas, quais eram minhas chances aqui?
Eu não me relacionava bem com pessoas da minha idade. Talvez a verdade fosse que eu não me relacionava bem com as pessoas, ponto. Até minha mãe, que era a pessoa mais próxima de mim no planeta, nunca estava em harmonia comigo, nunca estávamos exatamente de acordo. As vezes imaginava se eu via as mesmas coisas através de meus olhos que o resto do mundo via com os deles. Talvez houvesse um problema no meu cérebro. Mas o motivo não importava. O que importava era o resultado. E amanhã seria só começo.
Não dormi bem naquela noite, mesmo depois de ter chorado tudo que precisava. O barulho constante da chuva e do vento no telhado não saiam da minha mente. Puxei a coberta desbotada sobre minha cabeça e depois adicionei o travesseiro também. Mas não consegui dormir até depois da meia-noite, quando a chuva finalmente diminuiu para um chuvisco.
Cerração fechada era tudo que conseguia ver pela minha janela de manhã, e pude sentir a claustrofobia começada. Não se podia ver o céu aqui, era quase uma jaula.
O café-da-manhã com Charlie foi um evento silencioso. Ele me desejou boa-sorte na escola. Eu agradeci, sabendo que as esperanças dele eram inúteis. Boa-sorte tinha a tendência de me evitar. Charlie saiu primeiro, indo para o posto policial que era sua esposa e família. Depois que ele saiu, sentei à velha mesa quadrada em uma das três cadeiras que não combinavam entre si e examinei sua pequena cozinha, suas paredes com painéis escuros, armários amarelo brilhante, e piso de linóleo branco. Nada mudara. Minha mãe pintara os armários dezoito anos antes na tentativa de trazer alguma luz para a casa. Sobre a pequena lareira, na sala do tamanho de um lenço que ficava logo ao lado da cozinha, havia uma fileira de fotos. A primeira era uma do casamento de Charlie e minha mãe em Las Vegas, uma de nós três no hospital quando eu nasci, tirada por uma enfermeira prestativa, seguida de uma procissão de fotos escolares minhas até o último ano. Essas eram embaraçosas de se ver - teria que ver se convencia Charlie a colocá-las em outro lugar, pelo menos enquanto eu estivesse morando aqui.
Era impossível, estando nessa casa, não perceber que Charlie nunca tinha superado minha mãe. Isso me fazia ficar desconfortável.
Eu não queria chegar cedo demais na escola, mas não podia ficar mais na casa . Vesti meu casaco - que me fazia sentir como numa roupa anti-nuclear - e sai para a chuva.
Ainda chuviscava, mas não o suficiente para me molhar muito enquanto procurava pelas chaves da casa que sempre ficavam escondidas nas plantas perto da porta e a trancava. O barulho das minhas novas botas à prova d'água era irritante. Sentia falta do barulho normal de cimento quando caminhava. Não pude parar para admirar minha nova caminhonete como queria. Estava com pressa para sair da névoa molhada que rondava minha cabeça e se grudava no meu cabelo por baixo do capuz.
Dentro da caminhonete estava seco e bom. Obviamente, Billy ou Charlie tinham limpado o carro, mas os assentos ainda cheiravam vagamente à tabaco, gasolina e menta. O motor ligou rápido, para meu alívio, mas bem alto, ganhando vida ruidosamente e então chegando ao volume máximo. Bom, uma caminhonete velha assim tinha que ter um defeito. O rádio velho funcionava, uma vantagem que eu não esperava.
Achar a escola não foi difícil, apesar de nunca ter estado lá antes. Ela ficava, assim como a maioria das coisas, bem perto da estrada. Não era obviamente uma escola, foi o painel, onde dizia "Escola de Forks", que me fez parar. Parecia uma coleção de casas geminadas, construídas com tijolos marrons. Havia tantas árvores e moitas que não pude perceber seu tamanho logo no início. Onde estava a aparência de lugar público? Me perguntava nostalgicamente. Onde estavam as cercas e os detetores de metais?
Estacionei em frente ao primeiro prédio, onde havia uma pequena placa que dizia "secretaria". Não havia mais carros estacionados ali, então tive certeza de que era proibido, mas decidi que pegaria instruções lá dentro ao invés de ficar andando em círculos na chuva como uma idiota. Saí a contragosto da caminhonete quentinha e fui por um caminho de pedra circundado por uma sebe escura. Respirei fundo antes de abrir a porta.
Lá dentro estava bem iluminado e bem mais quente do que imaginava. A secretaria era pequena, com uma pequena sala de espera com cadeiras dobráveis, carpete laranja, avisos e prêmios abarrotados pelas paredes e um grande e ruidoso relógio. A sala era partida ao meio por um grande balcão, cheia de cestas de arame repletas de papéis e anúncios coloridos colados na parte da frente. Havia três mesas atrás do balcão, uma delas ocupada por uma mulher ruiva e grande, usando óculos. Ela vestia uma camiseta roxa, que imediatamente me fez sentir com roupas demais.
A ruiva olhou para mim. — Posso ajudá-la?
— Sou Isabella Swan — informei-lhe, e vi seus olhos demonstrarem reconhecimento imediato. Eu era esperada, tópico de fofocas, com certeza. A filha da ex-mulher do chefe de polícia finalmente retorna à casa.
— Claro — ela disse. Ela percorreu uma pilha precária de documentos em sua mesa até achar os que procurava. — Seu horário está aqui, e um mapa da escola. — Ela trouxe várias folhas até o balcão para me mostrar.
Ela me ditou todas as minhas aulas, mostrando-me no mapa a melhor maneira de chegar até elas, e me deu um papel para que todos os professores assinassem, que deveria trazer de volta no fim do dia.
Ela sorriu para mim e desejou, como Charlie, que eu gostasse de Forks. Sorri de volta da maneira mais convincente possível.
Quando cheguei de volta na caminhonete, outros alunos começavam a chegar. Fui atrás do tráfego, contornando a escola. Fiquei feliz ao ver que a maior parte dos carros eram velhos como o meu, nada muito chique. Em casa eu morava num dos poucos bairros de classe baixa que estavam incluídos no Distrito Paradise Valley. Era comum ver um Mercedes ou Porsche novo no estacionamento dos alunos. O carro mais legal aqui era um brilhante Volvo, que se sobressaia. Mesmo assim, logo que estacionei desliguei o motor, para que o barulho enorme não chamasse atenção para mim.
Olhei para o mapa na caminhonete, tentando memorizá-lo agora, esperando que não fosse precisar andar com ele colado no nariz o dia todo. Enfiei tudo dentro da mochila, coloquei a alça sobre o ombro e respirei bem fundo. "Posso fazer isso", menti muito mal para mim mesma. Ninguém ia me morder. Eu finalmente exalei e sai do carro.
Fiquei com o rosto coberto pelo capuz enquanto caminhava até a calçada, cheia de adolescentes. Meu casaco preto e simples não se destacava na multidão, percebi com alívio.
Assim que cheguei no refeitório era fácil de ver o prédio três. Um grande "3" estava pintado num quadrado branco no casto leste do prédio. Senti minha respiração acelerar cada vez mais enquanto me aproximava da porta. Tentei segurar minha respiração enquanto seguia duas capas de chuva unisex através da porta.
A sala de aula era pequena. As pessoas na minha frente pararam assim que entraram na sala para pendurar seus casacos numa longa fileira de ganchos. Fiz o mesmo. Eram duas garotas. Uma loira com pele de porcelana, outra, também com a pele clara, tinha cabelos castanho claro. Pelo menos a minha pele não se destacaria aqui.
Levei o papel para o professor, um homem alto e calvo. Sua mesa tinha uma placa que o identificava como Sr. Mason. Ele ficou me olhando assim que leu meu nome - o que não era encorajador - e lógico que fiquei vermelha igual a um tomate. Mas pelo menos ele me mandou sentar numa classe vazia no fundo da sala sem me apresentar à turma. Era mais difícil para meus colegas ficarem me encarando enquanto eu estava no fundo da sala, mas de alguma forma eles conseguiam. Fixei meu olhar na lista de leitura que o professor tinha me dado. Era bem básica: Brontë, Shakespeare, Chaucer, Faulkner. Já tinha lido todos. Isso era reconfortante... e chato. Fiquei pensando se minha mãe me mandaria minha pasta de trabalhos velhos, ou se ia pensar que isso era colar. Fiquei pensando em diferentes discussões que teria com ela enquanto o professor falava.
Quando bateu o sinal, um garoto meio desajeitado, alto, com problemas de pele e cabelo preto como carvão se encostou no batente da porta para falar comigo.
— Você é Isabella Swan, não é? — ele parecia do tipo muito prestativo, parte do clube de xadrez.
— Bella — corrigi. Todo mundo em volta se virou para me olhar.
— Onde é sua próxima aula — ele perguntou.
Precisei olhar na mochila. — Hm, Governo, com o professor Jefferson, no prédio seis.
Não havia para onde olhar sem encontrar olhos curiosos.
— Estou indo para o prédio quatro, posso te mostrar o caminho... — definitivamente muito prestativo.
— Sou Eric. — Ele adicionou.
Sorri discretamente. — Obrigada.
Pegamos nossos casacos e saimos para a chuva, que tinha ficado mais forte. Poderia jurar que muitas das pessoas andando atrás de nós estavam perto o bastante para ficar ouvindo a conversa. Desejei não estar ficando paranóica.
— Então, aqui é bem diferente de Phoenix, hein? — ele perguntou.
— Muito.
— Não chove muito lá, não é?
— Três ou quatro vezes por ano.
— Uau, como será que é isso? — ele ficou imaginando.
— Ensolarado. — eu lhe disse.
— Você não parece bronzeada.
— Minha mãe é parte albina.
Ele analisou meu rosto com apreensão e eu suspirei. Parecia que nuvens e senso de humor não se misturavam. Alguns meses disso aqui e eu esqueceria como se usa sarcasmo.
Andamos de volta ao redor do refeitório, em direção aos prédios que ficavam no sul, ao lado do ginásio. Eric me levou até a porta, apesar de estar bem claro que aquele era o prédio.
— Bem, boa sorte. — Ele disse enquanto eu alcançava a maçaneta. — Talvez tenhamos outras aulas juntos. — Ele soava esperançoso.
Sorri vagamente para ele e entrei.
O resto da manhã passou da mesma maneira. Meu professor de trigonometria, o Sr. Varner, a quem eu detestaria de qualquer forma por causa da matéria que ensinava, foi o único que me fez ficar na frente da turma e me apresentar. Eu gaguejei, fiquei vermelha, e tropecei no caminho para a minha classe.
Depois de duas aulas, comecei a reconhecer muitos dos rostos em cada uma delas. Sempre havia aqueles que eram mais corajosos e vinham se apresentar e me perguntar se estava gostando de Forks. Tentei ser diplomática, mas o que mais fiz foi mentir bastante. Pelo menos não precisei usar o mapa.
Uma garota sentou do meu lado em ambas Trigonometria e Espanhol, e foi comigo até o refeitório na hora do almoço. Ela era bem baixinha, com vários centímetros do que os meus 1,65m, mas o cabelo escuro e encaracolado ajudava a balancear nossa diferença de alturas. Não conseguia lembrar o nome dela, então eu sorria e balançava a cabeça enquanto ela discorria sobre os professores e sobre as aulas. Não tentei acompanhar a conversa.
Sentamos no final de uma mesa cheia dos amigos dela, os quais ela me apresentou. Esqueci os nomes assim que ela os disse. Eles pareciam impressionados com a coragem dela para falar comigo. O garoto do Inglês, Eric, acenou para mim do outro lado do refeitório.
Foi ali, sentada no refeitório, tentando conversar com vários estranhos curiosos, que eu os vi pela primeira vez.
Eles estavam sentados num canto do refeitório, o mais longe possível de onde eu estava. Eram cinco. Não conversavam e não comiam, apesar de cada um deles ter uma bandeja intocada de comida na sua frente. Eles não estavam me encarando, como a maior parte dos outros alunos, então era seguro ficar olhando para eles sem ter medo de encontrar um par de olhos excessivamente interessado. Mas não foi nenhuma dessas coisas que chamou, e prendeu, minha atenção.
Eles não se pareciam em nada. Dos três garotos, um era grande - musculoso como um levantador de peso profissional, com cabelo escuro e encaracolado. Outro era alto, mais magro, mas ainda musculoso, e com cabelo loiro escuro. O outro era mais magro, menos musculoso, com cabelo cor de bronze, meio bagunçado. Ele parecia mais jovem do que os outros, que pareciam que poderiam estar na faculdade, ou até mesmo serem professores ao invés de alunos.
As garotas eram opostos. A mais alta era maravilhosa. Ela tinha uma silhueta linda, do tipo que se vê na capa da revista Sports Illustrated, na edição de roupas de banho, e daquelas que fazem as outras garotas se sentirem mal consigo mesma só por estarem na mesma sala. O cabelo dela era dourado, gentilmente balançando até o meio das costas. A outra garota era mais baixa e parecia uma fadinha. Bem magra, com feições pequenas. O cabelo dela era totalmente preto, cortado curtinho e apontando para todas as direções.
E ainda assim, eles se pareciam muito. Todos eram muito pálidos, os mais pálidos de todos os alunos dessa cidade sem sol. Mais pálidos do que eu, a albina. Todos tinham olhos bem escuros, apesar da diferença na cor dos cabelos. Além disso, eles tinham olheiras - sombras arroxeadas, como machucados. Como se todos eles tivessem passado a noite em claro, ou quase se recuperando de ter o nariz quebrado. Apesar de seus narizes, de todas as partes de seus corpos, serem perfeitamente retos e angulares.
Mas não era por causa de tudo isso que não conseguia tirar os olhos deles.
Eu os olhava por que seus rostos, tão diferentes, tão iguais, eram todos devastadoramente, inumanamente lindos. Eram rostos que você nunca espera encontrar além de, talvez, nas páginas editadas de uma revista de moda. Ou pintadas por um dos velhos mestres como a face de um anjo. Era difícil decidir quem era o mais belo - talvez a perfeita loira, ou o garoto com cabelos cor de bronze.
Estavam todos olhando para longe - longe um dos outros, longe dos outros alunos, longe de qualquer coisa em particular que eu pudesse ver. Enquanto eu olhava a garota mais baixa levantou com a bandeja - o refrigerante fechado, a maçã inteira - e foi embora com um passo rápido e gracioso que deveria estar em uma passarela. Eu fiquei olhando, maravilhada com os passos de dançarina dela, até ela largar a bandeja e sair pela porta de trás, mais rápido do que eu imaginava ser possível. Meus olhos voltaram logo para os outros, que estavam lá, sem mudanças.
— Quem são eles? — perguntei à garota da aula de espanhol, de quem eu não lembrava o nome.
Enquanto ela olhava para ver de quem eu estava falando - apesar de já saber, provavelmente, por causa do meu tom de voz - de repente ele olhou para ela, o mais magro, o mais garoto de todos, talvez o mais jovem. Ele olhou para a garota do meu lado por só uma fração de segundo e então seus olhos escuros se dirigiram aos meus.
Ele olhou para longe bem rápido, mais rápido do que eu conseguiria, apesar de numa onde de vergonha eu tenha baixado meus olhos na mesma hora. Naquele pequeno instante, seu rosto não aparentou interesse - era como se ela tivesse chamado o nome dele, e ele olhara numa resposta involuntária, já tendo decidido que não ia responder.
A garota do meu lado riu envergonhada, olhando para a mesa, assim como eu.
— Aqueles são Edward e Emmett Cullen e Rosalie e Jasper Hale. A que foi embora é Alice Cullen. Todos vivem juntos com o Dr. Cullen e a esposa dele. — Ela falou isso meio entre os dentes.
Olhei meio de lado para o garoto lindo, que agora olhava para a bandeja dele, picando um pãozinho com dedos pálidos e longos. Seus lábios se moviam rapidamente, seus lábios perfeitos mal se abrindo. Os outros três ainda olhavam para longe, ainda assim eu sentia que ele estava falando com eles.
Nomes estranhos e pouco populares, eu pensei. Os tipos de nomes que avós tinham. Mas talvez fosse moda aqui - nomes de cidade pequena? Finalmente lembrei que a garota ao meu lado se chamava Jessica, um nome perfeitamente comum. Havia duas garotas chamadas Jessica na minha aula de História, em Phoenix.
— Eles são... muito bonitos. — lutei contra a óbvia falta de intensidade do que disse.
— Sim! — Jessica concordou dando outro risinho. — Mas eles já estão juntos - Emmett e Rosalie, e Jasper e Alice. E moram juntos. — A voz dela continha todo o choque e reprovação de uma cidade pequena, pensei criticamente. Mas se eu fosse honesta, teria que admitir que até em Phoenix algo assim seria motivo de fofocas.
— Quais são os Cullens? — perguntei — Eles não se parecem...
— Ah, mas não são. O Dr. Cullen é bem jovem, tem uns 20 ou 30 e poucos. São todos adotados. Já os Halle são irmão e irmã, gêmeos - são os loiros - e vivem com eles.
— Eles não são um pouco velhos pra isso?
— Agora sim, Jasper e Rosalie já têm dezoito anos, mas vivem com a Sra. Cullen desde que tinham oito. Ela é tia deles ou algo assim.
— Isso é bem legal - deles cuidarem de todas essas crianças assim, sendo tão jovens.
— Acho que sim. — Jessica admitiu relutantemente, e fiquei com a impressão de que ela não gostava do doutor e da esposa dela por algum motivo. Com os olhares que ela dava na direção deles, imaginei que o motivo fosse inveja. — Mas acho que a Sra. Cullen não pode ter filhos. — ela disse, como se isso diminuísse a bondade deles.
Durante toda essa conversa, meus olhos iam e voltavam para a mesa onde a estranha família estava sentada. Eles continuavam olhando para as paredes e não comendo.
— Eles sempre moraram em Forks? — perguntei. Com certeza eu os teria notado em algum dos meus verões aqui.
— Não. — ela disse num tom de voz que implicava que isso era óbvio, até alguém recém chegado como eu deveria saber. — Eles vieram para cá dois anos atrás, vindos de algum lugar no Alasca.
Senti uma onda de compaixão, e alívio. Compaixão porque, apesar de serem lindos, eram de fora, claramente não eram aceitos. Alívio porque eu não era a única novata aqui, e certamente não a mais interessante.
Enquanto eu os analisava, o mais novo, um dos Cullens, olhou para mim e nossos olhos se encontraram, dessa vez com uma expressão evidente de curiosidade. Enquanto eu esquivava meu olhar, me pareceu que no dele havia alguma expectativa não alcançada.
— Qual deles é o garoto de cabelos castanhos avermelhados? — perguntei. Espiei com o canto do olho e ele ainda me encarava, mas não como os outros alunos tinham feito durante todo o dia - a expressão dele era meio frustrada. Olhei para baixo novamente.
— Aquele é Edward. Ele é maravilhoso, lógico, mas não perca tempo. Ele não namora. Nenhuma das garotas daqui são bonitas o suficiente para ele, aparentemente. — ela desdenhou, um caso claro de rejeição. Fiquei me perguntando quando ele tinha rejeitado ela.
Mordi o lábio para esconder um sorriso, e então olhei para ele novamente. Seu rosto estava virado para o outro lado, mas me pareceu, pelos músculos do rosto, que ele sorria também.
Após mais alguns minutos os outros quatro deixaram a mesa juntos. Todos eram notoriamente graciosos - até mesmo o grandalhão. Era algo desconcertante de se observar. O que se chamava Edward não olhou para mim novamente.
Fiquei na mesa com Jessica e seus amigos mais tempo do que ficaria se estivesse sozinha ali. Estava ansiosa para não chegar atrasada nas aulas no meu primeiro dia. Uma das minhas novas conhecidas, que gentilmente me lembrou que seu nome era Angela, tinha Biologia II comigo no próximo período. Fomos juntas para a aula, em silêncio. Ela era tímida também.
Quando entramos na sala de aula, Angela foi sentar-se numa mesa de laboratório, com tampa preta, exatamente como as que eu estava acostumada. Ela já tinha um par. Na verdade, todas as mesas estavam ocupadas, com a exceção de uma. Ao lado da fileira do meio, reconheci Edward Cullen por seu cabelo peculiar, sentado ao lado da única cadeira vazia.
Enquanto fui até o professor para me apresentar e pedir para que ele assinasse meu papel, secretamente observava Edward. No momento em que passei, ele ficou rígido de repente. Ele me encarou novamente, seus olhos encontraram os meus com a mais estranha das expressões em seu rosto - era hostil, furiosa. Olhei para longe rapidamente, chocada, ficando vermelha novamente. Tropecei num livro e precisei me segurar em uma mesa. A menina sentada ali riu.
Tinha notado que os olhos dele eram negros, como carvão.
O Sr. Banner assinou meu papel e me entregou um livro sem o besteirol das apresentações. Pude prever que nos daríamos bem. Obviamente, ele não tinha escolha a não ser mandar eu me sentar na única classe vazia no meio da sal. Mantive meu olhar baixo enquanto ia sentar ao lado dele, confusa com o olhar maldoso que ele tinha me dado.
Não olhei para cima enquanto colocava o livro na mesa e me sentava, mas vi, com o canto do olho, sua postura mudar. Ele estava se inclinando para longe de mim, sentado bem na ponta da cadeira e virando a cara como seu eu tivesse cheiro ruim. Discretamente, cheirei meu cabelo. Tinha cheiro de morangos, que era o perfume do meu xampu preferido. Parecia um cheiro inocente o bastante. Deixei meu cabelo cair sobre meu ombro direito, criando uma cortina escura entre nós, e tentei prestar atenção no professor.
Infelizmente a aula era sobre anatomia celular, algo que eu já tinha estudado. Fui fazendo anotações mesmo assim, sempre olhando para baixo.
Não conseguia me conter e, de vez em quando, olhava para o garoto estranho ao meu lado, através da cortina de cabelo. Durante a aula toda ele não relaxou de posição, sentado na ponta da cadeira, o mais longe possível de mim. Pude ver que sua mão sobre a perna esquerda estava em punho, os tendões se destacando sob a pele clara. Também não relaxou a mão sequer uma vez. As mangas da sua camisa branca estavam puxadas até os cotovelos, e seu braço era surpreendentemente musculoso. Ele não era tão frágil quanto parecia quando comparado com o irmão.
A aula parecia se arrastar mais do que as outras. Será que era por que o dia estava finalmente acabando ou por que esperava que seu pulso fosse relaxar? Ele nunca o fez. Ele estava tão imóvel que parecia que não respirava. Qual era o problema dele? Será que isso era o comportamento normal dele? Me questionei sobre o que tinha pensado sobre a amargura de Jessica durante o almoço. Talvez ela não fosse tão rancorosa como eu pensava.
Não poderia ser comigo. Ele nunca tinha me visto na vida.
Espiei de novo e me arrependi. Ele estava me olhando novamente, seus olhos negros cheios de repulsa. Enquanto me afastava dele, me espremendo na cadeira, a frase "se olhar matasse" cruzou minha mente.
Naquele momento o alarme bateu alto, me assustando, e Edward Cullen já tinha se levantado. Ele era muito mais alto do que tinha imaginado, e de costas para mim ele se foi fluidamente. Antes que qualquer um dos outros estivesse de pé, ele já tinha saído pela porta.
Fiquei congelada no lugar, olhando para ele. Ele era muito mau. Não era justo. Comecei a juntar minhas coisas devagar, tentando bloquear a raiva que me consumia, para não acabar chorando. Por algum motivo, meu humor tinha ligação com meus canais lacrimais. Geralmente chorava quando estava com raiva, uma mania humilhante.
— Você não é Isabella Swan? — perguntou uma voz masculina.
Olhei para ver um garoto bonitinho, com cara de bebê, o cabelo loiro claro cuidadosamente moldado com gel, sorrindo para mim de um jeito amigável. Ele, com certeza, não achava que eu cheirava mal.
— Bella. — corrigi com um sorriso.
— Sou Mike.
— Oi, Mike.
— Precisa de ajuda pra encontrar sua próxima aula?
— Na verdade, estou indo para o ginásio. Acho que consegui achá-lo.
— Essa é minha próxima aula também. — ele parecia extasiado, apesar de não ser muita coincidência numa escola tão pequena.
Fomos para a aula juntos. Ele era um conversador - ele falava bastante, o que facilitava para mim. Ele tinha morado na Califórnia até os dez anos, então ele me entendia com relação ao sol. E ele estava na minha aula de inglês também. Tinha sido a pessoa mais legal que conhecera aquele dia.
Mas enquanto entrávamos no ginásio ele perguntou — Então, você fincou o lápis no Edward Cullen ou o quê? Nunca o vi agir assim.
Então não tinha sido só eu que notara. E, aparentemente, não era assim que ele se comportava normalmente. Decidi bancar a desentendida.
— Era o garoto sentado do meu lado em biologia? — perguntei ingenuamente.
— Sim. — ele disse — Parecia que ele estava com dor ou algo parecido.
— Não sei. — respondi — Nunca conversei com ele.
— É um cara estranho. — Mike ficou por ali ao invés de ir para o vestiário. — Se eu tivesse tido a sorte de sentar do seu lado, teria conversado com você.
Sorri para ele antes de ir para o vestiário das meninas. Ele era legal e claramente gostava de mim, mas isso não foi o bastante para diminuir minha irritação.
O professor de Educação Física, Treinador Clapp, me deu um uniforme mas não me fez vesti-lo para a aula. Em Phoenix, só dois anos de EF eram obrigatórios, aqui, era obrigatório durante todos os anos. Forks literalmente era o meu inferno na Terra.
Assisti a quatro jogos de vôlei ao mesmo tempo. Lembrando quantas vezes tinha machucado a mim mesma - e os outros - jogando vôlei, me senti nauseada.
O sinal tocou finalmente. Fui lentamente até a secretaria para entregar minha papelada. A chuva tinha parado, mas o vento estava mais forte e mais frio. Me enrolei mais nas roupas.
Quando entrei na quente secretaria, quase me virei e saí de novo.
Edward Cullen estava parado à mesa logo na minha frente. Novamente reconheci aquele cabelo cor de bronze e desarrumado. Ele pareceu não perceber a minha entrada. Me encostei na parede, esperando a recepcionista poder me atender.
Ele estava conversando com ela numa voz baixa e atraente. Logo peguei o motivo da conversa: ele queria trocar o período da aula de biologia para outro horário, qualquer outro.
Não podia acreditar que era por minha causa. Tinha que ser outra coisa, algo que acontecera antes de eu entrar na sala. A expressão em seu rosto tinha que ser por outro motivo. Era impossível que esse estranho tivesse me detestado tanto assim, tão subitamente.
A porta abriu novamente, e o vento frio entrou de repente, levantando os papéis sobre a mesa, jogando meu cabelo sobre meu rosto. A garota que entrara simplesmente chegou na mesa, colocou um bilhete na cesta de arame e saiu novamente. Mas Edward Cullen ficou rígido e se virou lentamente para me olhar - o rosto dele era absurdamente lindo - com olhos fulminantes e cheios de ódio. Por um instante senti puro medo, levantando os pêlos dos meus braços. O olhar só durou um segundo, mas me congelou mais do que o vento enregelante. Ele se virou novamente para a recepcionista.
— Deixa para lá, então. — ele disse apressadamente com uma voz aveludada. — Vejo que é impossível. Muito obrigado pela ajuda. — se virou sem olhar para mim de novo e saiu pela porta.
Fui calmamente até a mesa, meu rosto branco ao invés de vermelho, e entreguei o papel assinado.
— Como foi seu primeiro dia, querida? — a recepcionista perguntou, maternalmente.
— Bem. — menti com a voz fraca. Ela não pareceu convencida.
Quando cheguei na caminhonete, era praticamente o último carro no estacionamento. Ela era como um refúgio, a coisa mais perto de um lar que eu tinha nesse buraco verde e úmido. Sentei lá dentro por um tempo, simplesmente olhando pelo vidro. Mas logo estava frio o bastante para precisar do aquecedor, então virei a chave e o motor ganhou vida. Peguei meu caminho de volta para a casa do Charlie, lutando para não chorar durante todo o caminho.
Amanhã Sábado o próximo capítulo
20 diferenças entre o livro e o filme

1 – Mais tanquinhos à vista
Estamos esperando ver o tanquinho de Edward em Volterra, mas quem diria que teríamos tantos lobinhos quentes para apreciar?
Ainda bem que a matilha dos lobos é tão quente e que se transforma, assim os veremos na maior parte do filme usando apenas shorts e sem camisa alguma.
2 - Mais lutas, incluindo um maravilhoso confronto com os Volturi
Graças à depressão de Bella, o livro é famoso por seu ritmo lento. É bom o filme conter cenas de lutas com os lobos, confrontos entre vampiros, cenas de perseguição, para animar um pouco mais as coisas. Nossa cena favorita: assistir o guarda dos Volturi Felix acabar com nosso precioso Edward, é um dos pontos altos do filme.
3 – Ao invés de conversar consigo mesma, Bella manda e-mails para a Alice
Em Lua Nova, como na maior parte dos outros livros da saga, Bella narra a história falando sobre suas angústias. No filme, ela escreve e-mails para sua melhor amiga Alice, a fim de amenizar suas dores. Bella ainda narra a história, mas elas são disfarçadas pelas mensagens que ela manda para a Alice, assim o filme fica bem menos parecido com o Diários do Vampiro. (Além do mais, criar um e-mail para a Alice no filme foi um jeito bem esperto de apresentar o novo aplicativo da Apple, o Mobile Me.)
4 – Bella está menos amargurada do que é no livro
Boa parte do livro é dedicada ao sofrimento de Bella, a depressão que durou longos meses, e é legal condensar esse período para o bem da narradora da história. Os críticos já andam dizendo que ela fica muito tempo encarando o nada, sofrendo por causa do Edward. Se ao menos eles soubessem como ela sofre nos livros! Ainda bem que no roteiro de Rosenberg ela dá a volta por cima e segue em frente.
Confira mais depois do intervalo!
5 – Os meses de depressão da Bella em um piscar de olhos
Os fãs estavam se perguntando como Chris Weitz iria retratar os meses perdidos por Bella em sua depressão, que são representados por páginas em branco no livro. Os meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro passam como meses vazios para a garota. A solução de Weitz e Rosenberg? Uma inteligente cena na qual Bella fica sentada, impassível, em frente à sua janela, e a câmera move-se a sua volta, enquanto as estações mudam do lado de fora da janela. Isso captura sua melancolia, e é um momento perfeitamente acentuado pela música de Lykke Li, Possibility.
6 – Edward não esconde as fotos de Bella
No livro, quando Edward decide romper o namoro e sair da cidade, ele entra no quarto da garota e esconde suas fotos, assim ela não se lembrará mais de sua existência – um completo e total abandono. (Você pode imaginar um mundo sem nenhuma foto do RPattz? Seria horrível.) No filme, o vemos no quarto de Bella, mas ele não faz nada com as fotos, o que seria algo desnecessário de qualquer forma. Além do mais, aquelas pessoas que pensam que o Edward é meio paranóico, ficariam ainda mais assustadas se o vissem mexendo nas coisas de Bella. Ao invés disso, sentimos o impacto da ausência de Edward no sofrimento de Bella.
7 – Jacob dá a Bella um apanhador de sonhos
Em uma das novas cenas, Jacob dá a Bella um apanhador de sonhos em seu aniversário, matando dois coelhos com uma cajadada só: dando um presente a ela quando o Edward sabe que não pode, e a abraçando bem na frente do vampiro. Bella coloca o apanhador em cima de seu travesseiro, mas para seu azar, ele não ajuda a afastar seus pesadelos.
8 – Bella dá uma volta de moto no One Eyed Pete’s
Na tentativa de espairecer um pouco, Bella vai a Port Angeles com Jessica, e toma um perigoso (e hilário) caminho ao aceitar andar de moto na companhia de um estranho motoqueiro, para que assim consiga ter visões de Edward. No livro, ela para na frente de um bar, mas no filme ela literalmente anda de moto com o estranho. Não seria chato se ela desistisse da ideia e voltasse para casa segura?
9 – Uma Anna Kendrick mais irônica
Além de mostrar o primeiro contato de Bella com o perigo, a cena da moto serve para outra coisa: fazer com que Anna Kendrick brilhe. Como Jessica, Kendrick rouba todas as cenas em que participa, e nessa cena ela tem ótimas e afiadas falas. Bônus: o ataque de ignorância de Kendrick ao ironizar os filmes de zumbis.
10 - Duas palavras: Soco na Cara
Ainda falando do gênero de filmes de zumbis, Lua Nova tem algo a mais sobre esses estúpidos filmes de ação do gênero. Uma das melhores cenas envolve Bella, Mike Newton,Jacob e um popular blockbuster falsamente entitulado Soco na Cara. (Tag: “Vamos fazer esse filme!”)
11 - Visões do RPattz
Enquanto nos livros as aparições de Edward são apenas auditivas, não tinha como isso acontecer no filme. Chris colocou muito do lindo Rob Pattinson nas cenas de sua ausência, como visões que vem e vão como se fossem nuances de fumaça. E realmente, com tantas aparições do Rob, nem sentimos tanto a sua falta. (O que estou falando? Sempre há lugar para mais RPattz!)
12 – Victoria está definitivamente na água
Quando Bella está se afogando, após pular do penhasco em Lua Nova, vemos que Victoria está nadando perto dela antes do Jacob a resgatar – algo que foi mantido sob os panos nos livros. Preferimos assim, isso mostra que Bella corre perigo, e deixa tudo mais real, e temos mais da Rachelle Lefevre, já que ela não tem fala alguma no filme todo.
13 - Bella dá um soco no Paul
Em um filme cheio de cenas de lutas entre lobos e vampiros, é bom ver Bella tendo alguma cena de ação também. Com raiva por pensar que eles fizeram algum tipo de lavagem cerebral com Jacob, Bella confronta a matilha, empurra o Sam Uley e dá um soco no Paul. É claro que isso parece um pouco demais para ela, mas no momento é a Bella que comanda toda a ação, ao invés que ter os outros agindo à sua volta. Ainda, isso leva à transformação do Paul e do Jacob (no meio do ar), e a grande revelação do segredo Quileute.
14 – A pintura dos Volturi e do Carlisle tendo vida
Ao invés de esperar até o final do filme para conhecer os Volturi, temos uma prévia dos vampiros quando a pintura de Carlisle toma vida no momento em que o Edward explica a Bella a história do clã italiano.
Ainda bem! Seria uma pena perder um momento de Aro & Companhia nessa breve cena.
15 – Victoria ataca Harry Clearwater
Enquanto tenta encontrar a matilha na floresta – e ainda sim escondendo suas pegadas – Harry Clearwater sobre um enfarte. Mas no filme vemos que esse enfarte ocorre por causa do ataque que ele sofre de Victoria, que está acompanhando a busca que Charlie faz pela floresta. Essa mudança é paralela com a cena em que a Bella se depara com a Victoria após pular do penhasco. Mais uma vez, temos um pouco mais de Rachelle.
16 – Há vários momentos irônicos em Lua Nova
Os créditos vão para Rosenberg por colocar mais humor no filme, algo que era realmente necessário. Os coadjuvantes como Jessica, Mike e Charlie acrescentam uma leveza às suas cenas com a sombria Bella, com pequenos detalhes sutis, como na comparação do lobisomem ser “um estilo de vida”, a viagem da Bella a bordo de um transatlântico da Virgin Atlantic, detalhes que mostram sábia dosagem de humor.
17 – Jacob e Bella quase se beijam. Duas vezes!
Lua Nova é o filme do Jacob, tanto que Rosenberg reservou para ele não um, mais dois “quase beijos”. Se você olhar bem de perto, os lábios deles REALMENTE se encostam no segundo beijo!
18 - Jacob e Edward se enfrentam na floresta – quando você menos espera
Se você leu Lua Nova, você já esperava por essa discussão entre eles. Rosenberg sabiamente manipula a cena ao acrescentar uma frase que enfurece Jacob antes da conclusão da cena. (É o mais próximo que os dois ficam em Lua Nova.)
19 – A proposta
Rosenberg guardou o melhor para o final, deixando Bella (e nós) na maior expectativa. Mais uma vez, a recriação da cena funciona melhor na versão cinematográfica, e deixa uma ponta para o próximo filme, Eclipse.
20 - A visão da Alice
Quando Aro “vê” a visão da Alice do futuro, ele deixa ela, Bella e Edward irem embora sabendo que se encontrarão em breve, Bella se tornará uma vampira. Com um tratamento especial, o filme da visão de Alice mostra Edward e Bella correndo por entre as árvores (infelizmente, vestindo roupas dignas de risadas e em câmera lenta). Mas após as risadas, pense que o que você está vendo é uma prévia de algo com a inicial A (de Amanhecer)!
Dito isso, há algumas mudanças que não foram tão felizes assim. O humor de Jacob muda drasticamente no cinema, seguido de uma ameaça ao Mike, isso parece algo fora do personagem. E mais tarde, quando ele atende ao telefone na cozinha da Bella, Jacob sabia que era o Edward falando (ao contrário do que acontece no livro, quando ele pensa que é o Carlisle), isso faz com que ele pareça ainda mais arrogante.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Crepúsculo-Prefácio
Eu encarei sem respirar através do longo aposento, dentro dos olhos escuros do caçador, e ele olhou agradavelmente de volta pra mim.
Com certeza essa foi uma boa forma de morrer, no lugar de outra pessoa, outra pessoa que eu amava.
Nobre, até. Que deve ser levado em conta pra alguma coisa.
Eu sabia que se eu nunca fosse para Forks, eu não estaria encarando a morte agora. Mas, aterrorizada como eu estava, eu não podia me fazer lamentar a decisão.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Crepúsculo-O livro

O blog está fazendo um especial para todos os fãs que não leram os livros então apartir de amanhã quarta (25|11) os capítulos serão postados do primeiro livro e vocês poderão ler a vontade.Segunda,Quarta,Sexta,Sábado e Domingo ás 19:30 não percam espero vocês.
sábado, 21 de novembro de 2009
Conheça a livraria especializada em "Crepúsculo" com tudo sobre os livros e filmes
Seus livros figuram as listas de mais vendidos de diversos países, outros aproveitam o sucesso e lançam seus cadernos de anotações, biografias, almanaques, entre outros relacionados com a série "Crepúsculo".
Com a estreia mundial do filme nesta sexta (20), a Livraria da Folha preparou uma livraria especial e preços diferenciados com tudo relacionado aos vampiros de olhos dourados. Lá, é possível encontrar todos os quatro livros da série, e suas versões especiais, os bastidores dos dois filmes, e muito mais.
Leia também curiosidades sobre a saga, entrevistas com os atores e a autora, trechos de livros, além de sugestões que apresentam outros clássicos literários para quem se aprofundar no universo vampírico, além de séries teen que estão fazendo sucesso no momento.
Fãs escolhem trechos do livro que não podem faltar no filme "Lua Nova"

Adaptações podem ocasionar grandes dores de cabeça. Especialmente se o original possui fãs ardorosos que não admitem qualquer alteração daquilo que eles amam. Grandes sagas cinematográficas baseadas em livros sofrem desse problema. "Harry Potter" e "O Senhor dos Anéis", por exemplo, possuem admiradores que não admitem que determinadas passagens - muitas vezes imaginadas em detalhes durante a leitura - estejam fora da versão final dos filmes.
Divulgação
Bella correndo em Volterra para salvar Edward é um dos momentos mais aguardados pelos fãs para ser visto no filme "Lua Nova"
Bella correndo em Volterra para salvar Edward é um dos momentos mais aguardados pelos fãs para ser visto no filme "Lua Nova"
Com "Crepúsculo" não poderia ser diferente. Garotas que sabem de cor cada trecho do livro aguardam ansiosamente para saber se "Lua Nova" será fiel às suas partes favoritas do segundo livro de Stephenie Meyer.
Na segunda parte da trama, após o desastroso aniversário de 18 anos de Bella, em que Jasper tentou atacar a garota, Edward decide partir para deixá-la longe de seu mundo sobrenatural. A garota acaba entrando em uma depressão profunda, da qual vai ser resgatada por seu melhor amigo Jacob Black, que é um lobisomem. Após alguns mal entendidos, Bella precisa correr para a Itália para salvar a vida de seu amor vampiro, partindo o coração de Jacob.
Muito mais sombrio e triste, o livro retrata o sofrimento da garota por seu amor perdido e o nascimento de um sentimento, ainda indefinido entre a paixão e a amizade, por Jacob. É a partir desta história que os fãs dividem-se entre aqueles que querem que ela termine com o lobisomem e os que querem seu "felizes para sempre" com o vampiro.
A Livraria da Folha pediu às fãs do site Twilight Brasil que enumerassem as cenas que não podem faltar no filme que estreia esta sexta (20), e teve sua première ontem (16) em Los Angeles. Veja abaixo alguns dos trechos indispensáveis para a alegria dos fãs.
*
"As cenas que não podem faltar em "Lua Nova" são:
1°- Quando Edward e Bella estão assistindo Romeu e Julieta, e ele comenta o que ele faria se ela morresse, o que depois acaba fazendo, uma cena para os Volturi acabarem com ele.
2°- Quando ela sai correndo contra as badaladas do relógio pra salvar seu amado.
3°- A cena final na floresta, quando Jacob resolve entregar as motos a Charlie, e Bella e Edward chegam em casa e lá estão as motos, Charlie nervoso gritando por Bella, enquanto Jacob os espera na floresta para uma 'conversa'".
(Morgana Arnecke)
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"Quando a Bella fica entorpecida por causa do repentino adeus do Edward, a Steph colocou algumas páginas em branco no livro escrito apenas o nome dos meses que iam passando. Isto deu a sensação de vazio total ao leitor, que sentiu exatamente o que a Bella sentia. Seria legal se no filme eles conseguissem fazer com que os espectadores sentissem este vazio, para entender o que a Bella passou logo após este acontecimento. Isto não podia ficar fora do filme".
(Steffan M. Alves)
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"Uma cena que acho muito relevante e que não poderia faltar é quando Bella sai com Jessica para ver um filme de terror e descobre, ao sair do cinema, rumando para o Mc Donald's, que ela consegue ouvir perfeitamente a voz de Edward quando ela está se arriscando. Ela percebe que talvez ele realmente se importe com ela. Claro que ela não chega a tais conclusões no momento, mas é onde tudo começa. Outra cena que não poderia faltar é a reunião de todos os lobos para comerem a comida de Emily. A cena mostra o companheirismo entre os lobos e é uma das primeiras vezes que Bella consegue ver a todos não como os assassinos que ela pensava, mas como jovens brincalhões.
Uma outra cena que não poderia faltar é a viagem de avião de volta da terra dos Volturi para os EUA. Ela é importante não só porque Bella diz que ela foi umas das dez mais importantes (quando conversa com Edward sobre isso), mas porque é nesse momento que Bella aproveita a companhia de Edward, sem saber se ele vai embora novamente ou não. Ela aproveita cada minuto, olhando pra ele e percebendo que a vida dela não havia sido o sonho que ela pensava que tivesse sido".
(Tarik Veronez)
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"Muitas cenas não podem faltar em "Lua Nova": o pulo de Bella no precipício, o reencontro dela com Edward na Itália, a menção à morte de Harry (para dar sentido à atitude de Edward), os momentos com os lobos na casa da Emily, as cenas na garagem de Jacob, a cena antes da viagem para a Itália, com Alice e Jacob na casa de Bella, entre tantas outras!"
(Ju Moreira Cesar)
*
"Na minha opinão as cenas que não podem faltar em "Lua Nova" é quando a Bella 'usa' o Jacob de certa maneira para fazer coisas estúpidas só para ouvir Edward. A confiança que Charlie tem na Alice que começou no final de "Crepúsculo" (quando ela quebra a perna). E também as cenas que tem que ser bastante emotivas como quando o Edward deixa Bella e ela cai numa depressão profunda -- que no livro foi escrita como ela tivesse caído no buraco negro-- essa tem que parecer bastante real para que todos que estão assistindo o filme sintam essa triste emoção. Outra cena é a do reencontro na Itália -- todos sabemos que é óbvio que irá ter essa parte, mas também tem que ser "a cena". Tem que passar a emoção do reencontro como se fosse o 1º beijo do casal. Tem que ser também muito especial e emocional".
(Karen Tavares)
*
"No momento que Laurent encontra Bella, ele tem que dizer como Victória queria acabar com a vida dela. E mostrar quando Jacob para antes de perseguir Laurent e olha para ela com aquele olhar meigo.Quando Jacob está na cozinha junto com a Bella, ele atende o telefone e diz a Edward que Charlie está no enterro do Harry, nessa hora tem que mostrar a expressão de dor de Edward. Essas não podem ficar fora do filme".
(Mariana Galli)
*
"A cena que não pode faltar em "Lua Nova", na minha opinião, é quando Bella vai conversar com Jacob sobre o fato dele ser um lobisomem e ele "estar matando pessoas" e ele se vê obrigado a se controlar para não machucá-la. Uma outra é quando Alice vê que Edward vai à Itália e pede a Bella para ajudá-la a salvá-lo. Nesse momento Jacob e Alice se enfrentam. Acho muito emocionante".
(Carol Gómez)
*
"Na minha opinião, depois das cenas "óbvias", a cena que não deveria faltar em "Lua Nova" é a volta de Alice, Edward e Bella pros Estados Unidos, sobretudo a chegada deles. Pode ser irrelevante, mas se pensar bem, quando eles chegam ao aeroporto, é a primeira vez que vemos Rosalie mais abalada, com a guarda mais baixa, o que é bastante relevante para "Eclipse" e "Amanhecer". Também é importante vermos a confiança do Charlie na Alice".
(Nanda Cabrera)
*
"Opção três: Edward me amava. O vínculo que havia entre nós não foi um que poderia ser quebrado pela ausência, distância ou tempo.
E não importava o quanto muito mais especial ou lindo ou brilhante ou perfeito que eu ele poderia ser, ele era tão irreversivelmente alterado como eu era.
Assim como eu sempre pertenceria a ele, ele sempre seria meu". -- Capítulo 24 - Votação.
‘Saga Crepúsculo’ vai além do fenômeno adolescente e conquista adultos
Não são só os adolescentes que caíram de amores pela saga “Crepúsculo”. Tem muito adulto por aí fã dos livros de Stephenie Meyer e suspirando pela história de amor entre Bella e Edward.

“Fui na livraria e comprei o primeiro livro. Nunca tinha ouvido falar, mas terminei de ler em dois dias. Fui atrás do segundo, mas não tinha em português. Comecei a comprar em inglês mesmo. Encomendava em várias livrarias para ver em qual chegava antes”, lembra Helena de Guide, 26 anos.
A dramática história de amor entre uma jovem estudante e um vampiro parece atrair as mulheres de todas as idades. Homens são minoria absoluta entre os fãs da série de livros e filmes. “É uma história ultrarromântica. É meio ‘Romeu e Julieta’. Edward é o homem perfeito”, suspira Helena.
O “homem perfeito”, no caso, é um vampiro. “É um relacionamento utópico, claro. Mas o jeito que ele trata a Bella é fofo e apaixonante”, define. Ela diz ter gostado do primeiro filme, e, assim como todos os fãs, está ansiosa para ver “Lua nova” no cinema. “Mas ainda prefiro os livros.”
Fenômeno semelhante aconteceu com Nielci Vilches, de 50 anos. Mãe de três meninas, ela começou a ler a “Saga Crepúsculo” para saber o que tinha despertado a fixação das filhas: Aline, de 26 anos, Alissa, de 19 anos, e Ana Luiza, de 17 anos. “Elas começaram a ler, e o auê foi tão grande que achei melhor ler também para ver que história era aquela de vampiros”, conta.
Ela diz que os livros viraram febre em sua casa. “Mas a história é realmente envolvente. Tanto que comecei com ‘Crepúsculo’ e fui até o final. Li todos os livros.” Nielci acha que, emocionalmente, o romance entre Bella e Edward não tem o mesmo efeito nos adultos que nos adolescentes. “As minhas filhas ficam sonhando com o Edward, acham ele lindo e perfeito. O fator do romance impossível também atrai muito”, analisa.
Zely de Almeida, 62 anos, também devorou todos os livros da saga. “Ganhei o primeiro e comecei a ler para ver se ia gostar. Achei interessante, gosto de literatura mais leve. Mas aí, como a história não acaba... Ah, não aguentei! Fui até o fim.”
Ela conta que gosta de estar por dentro “do que os jovens gostam” para ficar antenada e poder conversar com os netos, que estão crescendo. “Eu não li ‘Harry Potter’, achei que era muito bobinho. Aí fui assistir aos filmes para ver o que estava se passando. Desta vez pensei: ‘Não posso perder!’.” Apesar de gostar dos livros de Stephenie Meyer, ela diz que achou o filme “Crepúsculo” ruim. “Não chega nem perto do livro. Mas acho que vou ver ‘Lua nova’, dar uma segunda chance.”
Tayra Vasconcelos, 30 anos, diz que se sentiu atraída pelo “chove não molha” do relacionamento entre Edward e Bella. “Até pelo jeito que ‘Crepúsculo’ começa, dá a entender que ela virar uma vampira é apenas questão de tempo. Então, todo mundo fica nessa ansiedade. Além disso, o romance dos dois é bem morno, então a gente quer ler o próximo para saber se vai rolar algo mais e se ela vai virar vampira.”
Ela concorda que o efeito da história é diferente nos adolescentes. “O fato de os atores serem bonitões acabou gerando um interesse pela série. Eu tenho uma prima de 12 anos, a Marina, que depois de assistir ao filme, se apaixonou pelo Edward e não só devorou todos os livros como compra qualquer revista, jornal, pôster que traga alguma matéria sobre o Robert Pattinson. A maioria dos adultos que acompanha a saga, primeiro se aproximou dos livros.”
Tayra diz que, pela maturidade, acha inclusive que Bella não deveria ficar com Edward. “Eu sou totalmente ‘Team Jacob’, como o povo se intitula. Sempre achei que, racionalmente, o certo era a Bella ficar com o Jacob. Até porque eu, do alto de meus 30 anos, acho que ela, com 17, levou tudo muito no impulso da paixão arrebatadora da adolescência e acabou decidindo a vida a partir dali.”

